COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

EVANGELICOS DEVEM LER ESTE ARTIGO: Manual Bíblico de Halley e a Inquisição

6 de dezembro de 2016


Manual Bíblico de Halley e a Inquisição


Manual Bíblico de Halley e a Inquisição

Julio Severo
Eu havia lido, de capa a capa, o “Manual Bíblico de Halley” trinta anos atrás. Com seu foco na Bíblia e o modo como a Bíblia foi fundamental para o patriotismo dos EUA, Halley me ajudou a entender a história da Igreja e apreciar os alicerces evangélicos dos EUA.
De acordo com Halley, a Bíblia e o patriotismo andavam juntos na história americana. Uma das muitas referências patrióticas proeminentes no Halley era o primeiro presidente americano George Washington dizendo: “É impossível governar corretamente uma nação sem Deus e a Bíblia.”
O manual evangélico patriótico tinha também outros presidentes dos EUA louvando a Bíblia:
Presidente U.S. Grant: “A Bíblia é a âncora mestra de nossas liberdades.”
Presidente Andrew Jackson: “Este livro, senhor, é a Rocha na qual está firmada nossa república.”
Presidente John Quincy Adams: “Tão grande é a minha veneração pela Bíblia, que quanto mais cedo as crianças começarem a lê-la mais confiança terei de que elas serão cidadãos úteis para à pátria e membros respeitáveis da sociedade. Há vários anos tenho o costume de ler a Bíblia inteira uma vez por ano.”
Adorei esse patriotismo centrado na Bíblia!
A edição disponível a nós no Brasil então era uma tradução da edição em inglês publicada em 1962 pela Editora Zondervan. O manual original em inglês já tinha vendido mais de 1 milhão de exemplares nos EUA no início da década de 1960.
Algum tempo atrás precisei de seus recursos informativos, pois alguns católicos brasileiros, ativos no movimento conservador e pró-vida, começaram a minimizar a gravidade dos horrores da Inquisição e pregar um revisionismo estranho para desinfetá-la.

ADENDO ADHT: Veja aqui: http://archive.is/VGhSv

Em minha opinião, os católicos hoje não têm nenhuma culpabilidade pelos crimes de sua igreja séculos atrás. Mas a defesa do revisionismo da Inquisição, que cometeu muitos desses crimes, é totalmente incompatível com o movimento e unidade conservadora e pró-vida.
Um dos revisionistas mais estridentes é um brasileiro que é imigrante nos EUA que disse“O mito da Inquisição foi a mais vasta e duradoura campanha de calúnia e difamação de todos os tempos, dura até hoje, com financiamento milionário, e parece que não vai acabar nunca. Quem a inventou não foram iluministas nem comunistas. Foram protestantes, que continuam a promovê-la até agora, tendo como centro irradiante as igrejas dos EUA.”
Minimizando a gravidade dos horrores da Inquisição, ele também disse“Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados,’ entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.”
É claro que católicos pró-vida honestos nunca concordariam com essa descrição enganosa. A Conservapedia, cujo dono é o professor católico de homeschooling Andrew Schlafly, disse“Muitas inquisições [católicas] usavam tortura brutal para extrair confissões de pessoas acusadas de heresia. Embora muitos dos que eram acusados de heresia fossem soltos depois de se arrependerem de suas opiniões e declararem sua lealdade à Igreja Católica, um número significativo de pessoas — consistindo quase que inteiramente das que se recusavam a se arrepender — eram executadas por uma variedade de métodos deliberadamente dolorosos, inclusive fogueira na estaca enquanto estavam vivas, jogadas em óleo fervendo e amarradas na ‘roda de quebrar ossos.’”
Para confrontar o aparecimento de um movimento revisionista estridente no Brasil, adquiri a edição americana mais recente do Manual Bíblico de Halley, achando que poderia trazer mais informações sobre a Inquisição do que a edição brasileira muito mais antiga que li décadas atrás. Mas como fiquei surpreso quando verifiquei que o manual bíblico moderno (publicado por Zondervan em 2000) tinha uma única referência à Inquisição. Nessa menção solitária, Halley disse que a Igreja Católica “formou a Inquisição para perseguir os protestantes.” Mais nada.
Além disso, a nova edição americana removeu todas as referências aos presidentes americanos louvando a Bíblia. Não mais a Bíblia e o patriotismo juntos. Não mais condenações à Inquisição.
Muito diferente da edição antiga que tem 24 menções! Cinquenta anos atrás a Zondervan era uma editora evangélica de verdade, mas em 1988 a Zondervan foi comprada por uma editora secular, a HarperCollins, que publica livros demoníacos, inclusive a Bíblia Satânica.
Isso explica por que a edição atual do Manual Bíblico de Halley foi totalmente sanitizada (ou será satanizada?) de suas muitas referências históricas à Inquisição? Por que uma editora evangélica amputaria informações importantes sobre a Inquisição enquanto sua organização chefe não amputa livros patentemente satânicos é um mistério. Mas agradar a satanistas e radicais pró-Inquisição não é o jeito evangélico. Censurar presidentes dos EUA louvando a Bíblia não é o jeito evangélico.
Em vez de censurar, um novo manual de Halley deveria acrescentar Ronald Reagan louvando a Bíblia. Aliás, deveria fazer uma exibição proeminente de Reagan proclamando 1983 como o Ano da Bíblia nos Estados Unidos. Mas a nova edição não tem nenhum presidente americano louvando a Bíblia e nenhuma condenação à Inquisição.
Enquanto a edição mais recente (publicada em 2000) de Halley tem apenas uma menção da Inquisição, a edição brasileira de 1962 publicada por Edições Vida Nova tem 24 referências à Inquisição, inclusive:
Os horrores da Inquisição, ordenada e mantida pelos papas, durante um período de 500 anos, no decurso dos quais incontáveis milhões de pessoas foram torturadas e queimadas, constituem o quadro mais BRUTAL, BESTIAL e ENDIABRADO de toda a história universal. (Página 645.)
Papa Inocêncio III, 1198-1216: Proibiu a leitura da Bíblia em vernáculo. Ordenou o extermínio dos hereges. Instituiu a INQUISIÇÃO. Mandou massacrar os albigenses. Mais sangue foi derramado durante seu pontificado e dos seus imediatos sucessores do que em outro qualquer período da história da Igreja, salvo no esforço papal por esmagar a Reforma, nos séculos 16 e 17.
A inquisição, denominada “SANTO OFÍCIO”, foi instituída por Inocêncio III e aperfeiçoada sob o segundo papa que se seguiu, Gregório IX. Era o tribunal eclesiástico, ao qual incumbia prender e castigar os hereges. Exigia-se que todos prestassem informação sobre pessoas heréticas. Todos os suspeitos de heresia estavam sujeitos a torturas, sem saber quem os havia acusado. O processo corria, secretamente. O inquisidor pronunciava a sentença e a vítima era entregue às autoridades civis para ser encarcerada pelo resto da vida, ou ser queimada. Seus bens eram confiscados e divididos entre a Igreja e o Estado.
No período que se seguiu imediatamente a Inocêncio III, a Inquisição executou sua obra mais fatal no sul da França (ver sobre os albigenses), mas a ela coube a responsabilidade de vastas multidões de vítimas na Espanha, Itália, Alemanha e Países Baixos. Mais tarde, foi ela a principal agência do esforço papal por esmagar a Reforma. Afirma-se que nos 30 anos, entre 1540 e 1570, nada menos de 900.000 protestantes foram mortos, na guerra movida pelo papa com o fim de exterminar os valdenses. Imagine-se o que não era frades e padres, insensivelmente cruéis e desumanamente brutais, a dirigirem a obra de torturar e queimar vivos homens e mulheres inocentes; e faziam isto em nome de Cristo, por ordem direta do seu “vigário”. A INQUISIÇÃO é o FATO MAIS INFAME da História. Foi inventada pelos papas e usada por eles, durante 500 anos, na mantença do seu poder. (Página 688.)
Nos Países Baixos, a Reforma foi logo aceita; luteranismo, e depois calvinismo; os anabatistas já eram numerosos. Entre 1513 e 1531, publicaram-se 25 diferentes traduções da Bíblia em holandês, flamengo e francês. Os Países Baixos eram parte dos domínios de Carlos V. Em 1522 estabeleceu ele, aí, a Inquisição, e mandou queimar todos os escritos luteranos. Em 1546, proibiu a impressão e a posse da Bíblia, quer na Vulgata, quer traduções. Em 1535, decretou a “morte, pelo fogo”, dos anabatistas. Filipe II (1566-98), sucessor de Carlos V, tornou a expedir os editos de seu pai, e, com o auxílio dos jesuítas, levou adiante a perseguição com fúria ainda maior. Por uma sentença da Inquisição, toda a população foi condenada à morte, e sob Carlos V e Filipe II mais de 100.000 foram massacrados com brutalidade incrível. Alguns eram acorrentados a uma estaca perto do fogo e torrados, lentamente, até morrer; outros eram lançados em masmorras, açoitados, torturados em cavalete, antes de serem queimados. Mulheres eram queimadas vivas, metidas à força em esquifes apertados, pisoteados pelos carrascos. Os que tentavam fugir para outros países eram interceptados por soldados e massacrados. Após anos de não-resistência, sofrendo crueldades inauditas, os Protestantes dos Países Baixos uniram-se sob a liderança de Guilherme de Orange, e, em 1572, começaram a grande revolta. Depois de sofrimentos inacreditáveis, ganharam, em 1609, sua independência; a Holanda, ao norte, tornou-se protestante; a Bélgica, ao sul, católica romana. A Holanda foi o primeiro país a adotar escolas públicas mantidas por impostos, e a legalizar princípio de tolerância religiosa e liberdade de imprensa. (Página 700.)
Na Espanha, a Reforma nunca fez muito progresso, devido à Inquisição, que já se encontrava lá. Todo esforço por liberdade ou independência de pensamento era esmagado, implacavelmente. Torquemada (1420-98), frade dominicano, arqui-inquisidor, em 18 anos, queimou 10.200 pessoas e condenou 97.000 à prisão perpétua. As vítimas eram, de ordinário, queimadas vivas, em praça pública, o que dava ensejo a festividades religiosas. De 1481 a 1808, houve, no mínimo, 100.000 mártires e 1.500.000 pessoas foram banidas. “Nos séculos 16 e 17, a Inquisição extinguiu a vida literária da Espanha, pondo a nação quase fora do círculo da civilização européia.” Quando a Reforma começou, a Espanha era o país mais poderoso do mundo. Sua presente condição de insignificância entre as nações mostra o que o papado pode fazer com um país. (Página 701.)
Halley diz que milhões pereceram na Inquisição.
Os judeus falam em milhares e milhares de vítimas judias. Em 2013, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se encontrou com o Papa Francisco no Vaticano, e deu ao líder da Igreja Católica “The Origins of the Inquisition in Fifteenth Century Spain” (As Origens da Inquisição na Espanha do Século Quinze), um livro judaico que em grande parte gira em torno de católicos espanhóis questionando, torturando e castigando judeus, expondo como milhares deles foram expulsos da Espanha ou queimados vivos na estaca.
Em contraste forte, o revisionista brasileiro que é um imigrante nos EUA garante que os números não são milhões ou milhares. Ele disse que os indivíduos condenados eram menos de dez por ano em duas dúzias de países… e morriam sem nenhuma tortura e sofrimento!
Como explicar a incoerência nos números das vítimas da Inquisição? O renomado historiador católico Paul Johnson, em seu livro “A History Of Christianity” (“Uma História do Cristianismo,” publicado no Reino Unido em 1976), explicou: “Muitos países não admitiriam de forma alguma a existência da Inquisição… Havia a destruição de registros.”
Ainda que o imigrante brasileiro se considere como um católico cuja especialidade é combater a propaganda soviética, que para ele é avançada hoje pela Rússia de Putin, ele é igualmente determinado a combater o “mito da Inquisição,” que ele disse “foi a mais vasta e duradoura campanha de calúnia e difamação de todos os tempos.”
Aliás, em julho passado ele disse que “eliminar da consciência popular mitos como a Inquisição... é infinitamente mais valioso do que ‘tirar a Dilma.” Para ele, a eliminação do “mito” da Inquisição é infinitamente mais importante do que remover um marxista da presidência do Brasil.
Se você pensou que a propaganda soviética foi a mais vasta e duradoura campanha de calúnia e difamação de todos os tempos, você está errado, de acordo o imigrante brasileiro, que num comentário recente sarcasticamente se referiu aos inimigos da Inquisição como “paladinos da fé.” Ele disse:
“Jamais vi um comunista, no exercício da verborréia revolucionária mais feroz e difamatória, descer aos abismos de malícia e perversidade em que se deleitam, neste país, os paladinos da fé.”
Então os EUA são piores do que a União Soviética porque durante séculos eram campeões da propaganda anti-Inquisição?
“Neste país” só pode significar os EUA, onde ele está vivendo neste momento como imigrante. Se evangélicos (e também judeus) anti-Inquisição são piores do que comunistas, o que brasileiro está fazendo vivendo no maior país evangélico do mundo?
Se a propaganda anti-Inquisição dos EUA foi supostamente pior do que a propaganda soviética, por que ele está atrás da cidadania americana?
A propaganda soviética foi realmente uma das coisas mais repulsivas que o mundo já viu, mas a “propaganda” anti-Inquisição, inclusive os esforços de Halley, foi uma das coisas mais necessárias que os Estados Unidos já fizeram pelo mundo. Diferente da União Soviética, a “propaganda” americana estava ligada à Bíblia e um patriotismo claramente fundado em princípios evangélicos.
Por que promover uma propaganda para sanitizar a Inquisição e difamar e satanizar os Estados Unidos por sua oposição histórica à Inquisição? O resultado dessa satanização é o atual Halley: Nada de Bíblia e patriotismo juntos. Nada de referências a presidentes dos EUA louvando a Bíblia.
Por que eles não gastam seus esforços combatendo a propaganda do aborto?
Versão em inglês deste artigo: Halley’s Bible Handbook and the Inquisition
Leitura recomendada:

sábado, 3 de dezembro de 2016

OLHA A MANOBRA NO STF.TRÁFICO DE INFLUÊNCIA !!

OLHA A MANOBRA NO STF.TRÁFICO DE INFLUÊNCIA !!!.

Artigo 332 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940 Art. 332. Obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em funcionário público no exercício da função:
Parágrafo único. A pena é aumentada de um terço, se o agente alega ou insinúa que a vantagem é tambem destinada ao funcionário. Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995) Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário. (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995

https://www.youtube.com/watch?v=ksF_saFx4pg

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

COMUNICADO FLAVIO BOLSONARO SOBRE A PRISÃO DE CABRAL

COMUNICADO FLAVIO BOLSONARO

Rio de Janeiro, 17 de novembro de 2016

AGORA É O BRASIL QUE DESCOBRE O CABRAL! 


FLÁVIO BOLSONARO
Deputado Estadual - RJ

UM NOVO TIPO DE PRECONCEITO

UM NOVO TIPO DE PRECONCEITO

Esdras Emmanuel Lins Maia*

Evidentemente, o termo racismo, que se refere a uma atitude preconceituosa em relação ao diferente, origina-se da palavra raça a qual, por sua vez, representa um conceito exclusivo ou precipuamente biológico, a saber: populações relativamente isoladas e distintas de outras em função de suas peculiaridades hereditárias. Sendo assim, haveriam basicamente três troncos racias no mundo: o mongolóide (amarelo), o caucasóide (branco) e o negróide (negro). Disto, o racismo afirma existirem raças puras e superiores e outras mestiças e inferiores cujas genéticas determinariam suas características comportamentais, culturais e morais a fim de justificar a hegemonia política, histórica e econômica de umas sobre outras.                       


A despeito do que se possa pensar, o conceito de racismo é recente na história da humanidade e tem sua origem intelectual mais conhecida no pensamento evolucionista do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) cuja obra, A Origem das Espécies (1859), inspirou teorias que em conjunto são denominadas  pela expressão Darwinismo Social. Este darwinismo, por sua vez, originou pseudociências como a craniometria, a antropologia criminal e a eugenia, além de haver motivado a criação de museus antropológicos; verdadeiros zoológicos humanos. Tendo ainda animado regimes políticos ditatorias e totalitários como o imperialismo, o comunismo, o facismo e o nazismo.

Embora alguns confundam xenofobia com racismo pelo fato de que, provavelmente, este tenha surgido daquela, ao menos como uma de suas fontes, a rigor, na antiguidade não existia a mesma espécie de preconceito racista que se observa atualmente. O preconceito na antiguidade era tipicamente xenofóbico, isto é, alimentado pela desconfiança, temor ou antipatia por pessoas e elementos de culturas estranhas a um determinado meio ou país. Um exemplo disto foram as relações de vencedor e cativo, típicas dos povos ou nações antigas, as quais independiam da raça, visto que era frequente a guerra e o domínio de povos sobre outros de mesma matriz racial. Outro exemplo registrado pela história antiga foi o desprezo recíproco que nutriam gregos e romanos, além do conhecido sentimento de superioridade dos judeus em relação a outras culturas.
            Quanto a validade científica do racismo e de sua formulação teórica mencionada acima, observa-se que, diferentemente dos animais inferiores, a vida e a personalidade do indivíduo humano, embora influenciadas por elementos biológios, não são determinadas por estes. De sorte que o meio social, a educação e as experiências pessoais exercem, ao longo de sua vida, influência significativamente mais importante no processo de formação da pessoa. Outrossim, por nunca haver ocorrido isolamento absoluto entre os grupos humanos e devido às migrações, a rigor, não existe algo como raça pura. Por isso, hodiernamente, o termo que expressa melhor a realidade dos tipos humanos é etnia, visto envolver num só conceito traços físicos e culturais, além dos sentimentos de identificação e pertencimento característicos de indivíduos e grupos diferentes que convivem no mesmo espaço.

            Por outro lado, de acordo com o auspicioso Projeto Genoma, coordenado pelo eminente cientista Dr. Francis Collins, as diferenças genéticas entre as raças humanas são irrelevantes, ficando as distinções, predominantemente, a cargo dos fenótipos, isto é, das aparências físicas diversas.

            Enfim, é manifesta ou notória a ausência de fundamentação e justificação histórica e científica para o preconceito racista tal como o fenômeno se apresenta atualmente. Muito embora, tenha suas raízes no preconceito em geral, especificamente na xenofobia, é, na verdade, um tipo novo de preconceito. O qual, como a maioria deles, pode ser solucionado com educação, conhecimento e tolerância nas relações interpessoais.




[1]          Bacharel em Teologia pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil - FACETEN e professor do Seminário Teológico Batista do Ceará - STB/Ce, e-mail: e.emmanuellinsmaia@hotmail.com. 2016.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Terça Livre: Sem liberdade para pensar, mas livre para xingar e ser zumbi ? Vamos ser mais tolerantes!

Terça Livre: Sem liberdade para pensar, mas livre para xingar e ser zumbi

Julio Severo
O Terça Livre, um programa que, muito mais que católico, é olavete, resolveu me atacar e, em meio a muitos gritinhos, xingamentos e palavrões, o dono Allan dos Santos diz: “Julio só ganhou alguma notoriedade depois do apoio do Olavo de Carvalho.” (Confira: https://youtu.be/_6ULgt7INus)
Tenho sido, nos anos passados, atacado várias vezes pela entidade americana People for the American Way (PFAW). Confira os ataques aqui: http://bit.ly/2e2MjP0
Então significa que eu ganhei toda essa “notoriedade” e inimizade pública da Esquerda americana porque o Olavo me tornou conhecido nos EUA? Como é possível, senhor Allan, se PFAW nem conhece o Olavo? Mas aposto que se algum dia o Olavo for atacado uma única vez por PFAW, ele vai festejar que finalmente a Esquerda americana notou que ele existe.
De acordo com o WND, um dos maiores sites conservadores do mundo, People for the American Way (PFAW) é “uma organização socialista ateísta que, por meio de publicações como seu ‘Right Wing Watch’ [Observatório da Direita] se dedica à destruição dos conservadores em geral.” 
Eu estou na lista negra da PFAW. Olavo não está.
Na década de 1980, quando Olavo era um mero astrólogo comunista, eu já tinha contatos com o Pe. Paul Marx, fundador da Human Life International, a maior entidade pró-vida católica do mundo, e com os principais líderes pró-vida do Brasil.
Mesmo assim, Allan busca acusar que eu era menor do que seu universo minúsculo, tentando passar a ideia de que em a.O., eu não era conhecido e que só depois de d.O. é que supostamente ganhei, como ele diz, “alguma notoriedade.”
Para os cristãos, o mundo gira em torno de a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo). No minúsculo universo intelectual dos olavetes, tudo gira em torno de a.O. (antes do Olavo) e d.O. (depois do Olavo). Portanto, a história do Allan é: em a.O., ele era evangélico. Em d.O., ele é um fiel devoto de São Olavo, da Igreja Católica Neocon Romana.
Nesse sentido, depois de conhecer o Olavo ganhei “alguma notoriedade” — no universo dele, pois fora do universo dele nunca fui desconhecido.
Tantos gritinhos e xingamentos para quê? Parece mais criança exibicionista que quer aparecer para o pai fazendo gracinhas. No caso, o pai espiritual do Allan é o astrólogo boca suja, cuja notórias previsões sobre Rússia e Trump deram previsivelmente errado.
Insinuar que Olavo me tornou conhecido é falta de conhecimento. Em 2003, sob orientação do Olavo de Carvalho o Mídia Sem Máscara fez contato comigo para me convidar para ser colunista. A iniciativa toda foi deles, não minha. Apesar de me convidarem, pediram que eu apresentasse evidência documentada de que eu tinha fama no meio evangélico.
Apresentar a evidência não foi difícil. Na época, eu tinha um livro publicado pela Editora Betânia, uma das maiores editoras evangélicas do Brasil. Mandei um exemplar ao Mídia Sem Máscara (MSM). Eu tinha artigos e entrevistas publicados em importantes revistas evangélicas do Brasil. Um artigo meu foi publicado na primeira revista da Frente Parlamentar Evangélica. Não me faltavam então provas de que eu tinha destaque. Tudo isso antes de a.O.
Por isso, a acusação de alguns olavetes de que antes de eu ser colunista do MSM eu era desconhecido, não procede. Ou que antes de eu conhecer o Olavo, eu era desconhecido, também não procede. Eu fui convidado para o MSM justamente porque eu não era desconhecido e provavelmente porque eu tinha condições de divulgar o MSM, que de fato fiz. Antes, ninguém conhecia o MSM e o Olavo na Frente Parlamentar Evangélica (FPE). Depois, todos passaram, através de mim, a conhecer. Afinal, não é qualquer um que faz o discurso de abertura de uma instituição como a FPE. Eu tive a honra de fazer esse discurso na primeira conferência da FPE. Hoje, se você pergunta a qualquer líder mais antigo da Frente Parlamentar Evangélica como foi que ele conheceu o Olavo, ele vai dizer: Através do Julio Severo.
Contudo, o Olavo nunca foi o centro da minha vida, porque esse centro já estava ocupado — por Jesus Cristo.
O centro do universinho do Terça Livre é o Olavo, que:
·         defende a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos;
·         fala palavrões dos mais bizarros e imundos, xingando desafetos na Direita e na Esquerda, não poupando nem Lutero nem Calvino;
·         faz proselitismo ocultista, que vai contra seu suposto catolicismo;
·         e depois proclama, com o maior ar de superioridade moral e filosófica, que é o Papa Francisco que merece excomunhão.
Se o Allan erra feio em assuntos de religião e política, é porque segue fielmente o astrólogo. Ele trabalha em regime de escravidão intelectual (se é que existe nele intelecto ou capacidade de usá-lo, pois até onde vi, a única coisa que ele sabe fazer bem é dar gritinhos e xingar).
Não é só em assunto de religião que Olavo erra feio. Ele erra feio também em política e geopolítica, mas a maioria dos que o seguem são desprovidos de conhecimento suficiente para detectar que ele nada mais faz do que expor ideias neocons. Confira: http://bit.ly/2exXv3p
A causa dos gritinhos, acusações e xingamentos do Allan é que escrevi um pequeno artigo questionando as acusações que gente como ele faz contra o Papa Francisco, dizendo que ele é “comunista.” No artigo, registrei uma citação de São Tomás de Aquino. Veja: http://bit.ly/2f5NLOO
Meu artigo não contém um único xingamento ao Papa Francisco e São Tomás de Aquino. E em nenhum momento o Allan conseguiu provar que a citação de São Tomás de Aquino não é verdadeira. Tudo o que ele conseguiu provar é que sabe xingar e gritar.
Pessoas educadas que têm argumentos não xingam. Pessoas deseducadas sem argumentos xingam.
Será por isso que Olavo de Carvalho xingou Lutero e Calvino de dois “filhos da p**a”? Se ele não fosse, no universinho dele, tratado como um deus em forma humana, seus seguidores poderiam dizer que ele não tem argumentos. Mas como nenhum deles foi ensinado a pensar, concordam e, por mais que ele os xingue e humilhe, mais eles o adoram, lambendo-lhe as botas com a adoração voraz de um cão que ama incondicionalmente sem pensar.
Se o que citei do Papa Francisco e São Tomás de Aquino foi interpretado maliciosamente como “ataque à Igreja Católica,” o que são os xingamentos descarados do Olavo contra Lutero, Calvino e os evangélicos, inclusive minha pessoa?
Afinal, isso é conservadorismo ou defesa de um catolicismo radical que surfa em cima da inocência de conservadores evangélicos que participam de movimentos supostamente conservadores sem desconfiarem que a meta suprema é imitar o Olavo xingando os evangélicos e exaltando um catolicismo radical que se acha acima do papa e da liberdade de expressão?
Os que estão intelectualmente presos no universinho olavético (dominado por um olavismo estridentemente anti-evangélico, antibíblico e pró-Inquisição), acham sinceramente que o olavismo representa o verdadeiro e único conservadorismo. Isso está muito longe da realidade. Os evangélicos deram vitória a Trump. Confira: http://bit.ly/2eMyGnF
No Brasil, são os evangélicos que estão liderando o movimento conservador. Confira: http://bit.ly/2eEOkiP
Se o Allan deixou de ser evangélico para ser olavete achando que se tornaria melhor conservador, ele caiu do cavalo!
Quanto ao Terça Livre, é um programa que está unicamente a serviço do Olavo, em palavrões e ataques aos desafetos na Direita e na Esquerda, inclusive Lutero e Calvino.
Até mesmo ex-olavetes apontam erros grosseiros no programa Terça Livre. O blog Liberto Prometheo é um deles. Eu não concordo com o Liberto Prometheo em tudo porque eles apresentam problemas e vícios típicos do olavismo, inclusive tentativas doentias de reabilitar a máquina assassina da Inquisição. Isso mostra que há neles mais olavismo do que eles estão dispostos a admitir.
Mas o mais importante aqui é: Não é necessário um evangélico para expor o papel ridículo de olavetes católicos. Os próprios católicos fazem isso. É o que o Liberto Prometheo fez, dizendo:
Tivemos recentemente uma breve amostra do resultado do trabalho de resgate da “alta cultura” no país que está sendo promovido pelo Seminário de Filosofia do Olavo de Carvalho. Isso ocorreu na forma de um Hangout envolvendo dois de seus mais destacados discípulos: Allan dos Santos e Ítalo Lorenzon.
Já o que se viu no Hangout foi ainda mais patético, pois o que os dois protagonizaram foi um hilário show de ignorância e pretensão.
O tema era a recente tentativa de golpe militar contra o presidente turco, que, naquele momento, ainda estava em andamento.
Abordemos agora a luta travada por Allan dos Santos ao tentar, mais de uma vez, pronunciar o nome do Presidente turco. Aos 22m22s, ele manda um recado para alguém que assistia e criticava sua dificuldade em pronunciar o nome de Erdogan. Allan o xinga e justifica o erro dizendo que não tinha obrigação de saber pronunciar um nome em língua turca.
Analisemos essa resposta:
1.      Percebam que não se trata de um nome como o do influente geo-estrategista de origem polonesa Zbigniew Brzezinski, que possui uma combinação de letras que sugere uma pronúncia totalmente estranha ao que é típico da língua portuguesa.
2.      2. Alguém de fato esperava que Allan pronunciasse Erdogan como um nativo turco? É claro que não. O que se esperava dele, e de qualquer outro brasileiro alfabetizado, é que, diante da combinação das letras e-r-d-o-g-a-n, o leitor conseguisse ler “Er-do-gãn.” Só isso! No entanto, Allan tenta ler o nome mais de uma vez, e só consegue fazê-lo de forma aceitável para um brasileiro letrado na terceira tentativa.
3.      3. Mas a minha intenção aqui não é massacrá-lo pelo erro, e sim mostrar como as olavettes se esforçam em construir uma imagem de “alta cultura” absolutamente sem estofo que a sustente. É evidente que Allan dos Santos não acompanha política internacional para poder comentá-la, ou teria cruzado tantas vezes com o nome de Erdogan que qualquer dificuldade inicial já teria sido superada.
A propósito, essa semana mesmo, no site Como Educar seus Filhos, cujo proprietário também é olavette, foi publicado um artigo do pedagogo Luiz Moura sobre o construtivismo em que ele aponta, entre outras coisas, os problemas da alfabetização pela whole language:
Aprender a ler com base em textos, aprender a ler privilegiando as habilidades cognitivas superiores, aprender a ler do todo para a parte, aprender a ler dando valor à função social da linguagem, tudo isso é whole language, tudo isso é construtivismo aplicado à alfabetização, tudo isso é letramento. Ora, tentaram aplicar o whole language também em Israel. Mas, como o desempenho em leitura dos alunos israelenses começasse a cair, o Knesset, parlamento de Israel, formou um grupo coordenado pela cientista Rina Shapira para buscar entender o que estava acontecendo. Eles rapidamente identificaram a universidade de onde vinham as iniciativas de implementar essa abordagem pedagógica e fecharam seu departamento de letramento, demitindo todos os professores.
Foi precisamente isso que Allan dos Santos fez: tentou ler o nome que lhe era estranho a partir do todo, em vez de aplicar a estratégia de decodificar as partes — a relação entre cada letra e seu respectivo som em português — para conseguir ler a palavra inteira.
Ou seja, uma das olavettes mais destacadas, que mantém um canal no Youtube cuja finalidade é “promove[r] a boa cultura,” além de se meter a analisar uma complexa situação da qual não conhece nem o básico, não foi nem sequer devidamente alfabetizada!
Para mim, é difícil até acreditar que esse pessoal do Terça Livre realmente se leve a sério. Chego mesmo a suspeitar que sejam um spin-off secreto do pessoal da Terça Insana para acabar com a reputação da direita nacional. 
O que dizer, Allan? Em vez de ficar balbuciando sem parar “Olavo tem razão,” não seria melhor, só esta vez, confessar o óbvio “O Liberto Prometheo tem razão”?
Eu não vou exigir que o Allan se retrate e diga: “O Julio Severo tem razão em refutar minhas bobeiras.” Mas é evidente que com a falsa acusação (o Julio ficou famoso às custas do Olavo) e xingamentos, o Allan provou que perdeu toda a razão — se é que um dia ele já teve.
Leitura recomendada:

    

Um comentário :

Leonardo Melanino disse...
Á-Ele-Esse está na mesma ladainha de OC, pois utiliza as mesmas torpezas dele. Se ele tivesse pelo menos um pingo de sensatez, ele poderia discordar de JS nalguns pontos e nalgumas questões, como qualquer outro cidadão sensato, sem, portanto, partir para baixarias.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...